Arquiteturas de cena – A missão em fragmentos

Arquiteturas de cenas, usos do espaço e cenografias no Auditório do Ibirapuera Oscar Niemeyer, para a peça “A missão em fragmentos – 12 cenas de descolonização em Legítima defesa” durante a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo 17.

Foto Cristina Maranhão

Realizada pelo coletivo “Em legítima defesa” com direção de Eugênio Lima.

Elenco: Eugênio Lima, Walter Bathazar, Gilberto Costa, Luz Ribeiro, Junior Cabral, Mawusi Tulani, Jhonas Araújo, Renato Caetano, Palomaris Mathias, Tatiana Rodrigues Ribeiro, Nádia Bittencourt, Thereza Morena, Fernando Lufer, Luiz Felipe Lucas e Luan Charles
Produção: Maia Gongora
Dramaturgia: Claudia Schapira
Preparação Corporal e Coreografia: Luaa Gabanini
Preparação Vocal e Spoken Word: Roberta Estrela D’Alva
Direção Musical: Eugênio Lima e Neo Muyanga
Consultoria Artística: Daniel Lima
Cenário: Arianne Vitale
Fotografia e arte: Cristina Maranhão
Vj/ Audiovisual: Astronauta Mecânico
Luz: LabLUXZ_por Paulinho Fluxus e Diogo Terra
Figurino: Claudia Schapira
Desenho em cena: Renato Caetano

foto Cristina Maranhão

No inicio a cortina do Auditório do Ibirapuera Oscar Niemeyer fechada e sob a cortina os pés dos atores em uma dança frenética e musicas intensas!

O publico entra com o video institucional que antecede todas as apresentações na sala. Mas os pés continuam em dança sob a cortina que abre num drapeado estranho.

Uma oca realizada apenas com um movimento da cortina.

foto Cristina Maranhão

No chão as palavras escritas são a letra da canção ensinada pelo músico sul- africano Neo Muyanga, que é cantada pelos atores da peça e por Neo.

Uma música sagrada, e um dos momentos mais especiais que já viví no teatro, foi o dia que no ensaio o músico escreve essas palavras no chão e em poucos minutos os atores já cantavam a música em coro.

foto Cristina Maranhão

No cenário, além do movimento das cortinas, apenas pequenos elementos, a luz, a projeção e as palavras e desenhos escritas pelo ator e artista Renato Caetano, que desenha no chão preto, criando uma cartografia durante a peça.

foto Cristina Maranhão

A cena acontece também junto da platéia, que na segunda parte da obra entra como parte da dramaturgia da peça e o público se torna um personagem.

foto Arianne Vitale

E ao final a porta do fundo do incrível Auditório do Ibirapuera se abre e a palavra QUILOMBO é projetada no parque e entram mais de 50 aliados, negros que se juntam aos atores no palco, em luta contra o genocídio da juventude negra.

foto Arianne Vitale

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